6 de fev de 2013

Boa argumentação, mas nada de fundamentos?!


Nesse domingo (03/02) no programa “De frente com Gabi” ela entrevistou o polêmico pastor Silas Malafaia, acredito que muitos que não viram a entrevista no horário, não perderam tempo assisti-lo no Youtube. Acredito que não posso deixar passar despercebida a minha opinião sobre o dito cujo, líder espiritual.

Durante o assunto sobre a opinião dele e “missão” na luta contra os direitos LGBT, Malafaia foi capaz de trabalhar muito bem a sua falácia – como se percebe nos vídeos dele ‘pastorando’ – para expressar que a bíblia condena os homossexuais, porém ele entrou na genética para conseguir argumentar as suas ideias. Digo que ele tem uma ótima capacidade em ser um bom manipulador, mas a fundamentação do que ele fala é muito duvidosa, pois a sua convicção de que a ciência não foi capaz de identificar alguma base homossexual foi completamente desmentida pelo Doutorando em genética molecular na Universidade de Cambridge, Eli Vieira.

No vídeo o geneticista afirma que há várias pesquisas comprovando que no genoma humano, que há mais de 20.000 genes para serem descobertos e identificados, contém informações afirmando que um LGBT nasce LGBT e não opta por esse caminho (Já desmentido e confirmado que é uma orientação e não opção). Ele informa que a base homossexual está como gene de comportamento, que é desenvolvido no ser humano de acordo com que ele amadurece, fisiologicamente falando.


Voltando ao Malafaia, após as suas afirmações sobre a ciência eu entro na discussão do que é ser um líder espiritual. Posso não ser a pessoa mais indicada para conselhos espirituais, porém na minha concepção uma pessoa que escolhe tal vocação, deve em primeiro lugar INTERPRETAR o que está escrito no livro sagrado e não achar que pode simplesmente pegar um livro e pregar o que bem entende, pois pregando o que está escrito, acaba sendo misturado com a opinião própria do dito líder. Com isso o que deveria ser um guiador para um caminho melhor onde os bons costumes, a própria moral e a espiritualidade andem juntos, é um pregador que ensina aos fiéis que as diferenças sexuais são pecados da carne e que devem ser combatidas! Privando assim que as vítimas do preconceito moral e religioso consigam direitos que os equiparam aos demais.

Então apenas espero que a moral social seja capaz de entender que costumes genéticos devem ser tratados como normalidade do ser humano, e não um pecado religioso!


                                                                                                                                                  Bee

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