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20 de mar. de 2013

Músicas machistas

E o que dizer das mulheres feministas que ouvem músicas machistas? Precisa dizer alguma coisa?

Sim, eu sou uma dessas mulheres, mas pra falar a verdade, eu nem me considero feminista assídua, luto pelas causas das mulheres, contra a violência com a mulher, a favor do direito de responder pelo próprio corpo, contra o preconceito de raça, de gênero, de orientação sexual, entre diversos assuntos relacionado as causas feministas.

Mas, eu gosto de músicas machistas.

Exemplos?

Raimundos, Ultraje a Rigor, Velhas Virgens, contando que eu só tenha citado os nacionais...

Algumas pessoas, talvez, vejam isso como uma "traição" ao movimento feminista, mas eu não, não vejo. Acho que as pessoas confundem muita coisa e levam muita coisa ao pé da letra. Eu gosto do som, gosto das vozes, gosto até das letras, mas como eu já citei, não levo ao pé da letra, ou seja, não aceitaria ser tratada de forma machista e não gostaria que nenhuma mulher fosse, mas me pergunto, por que eu tenho que esconder uma coisa que não me faz mal?

Gosto de defender as causas feministas que eu acho que tem algum fundamento, e gosto de músicas machistas.

Flor

19 de fev. de 2013

O funk como deformação do caráter e desconstrução dos princípios.


Já faz algum tempo que os meus amig@s e conhecid@s sabem do meu desgosto pelo funk, porém venho hoje falar dele como problema de formação social.


Muitos chamam o funk brasileiro de “gosto musical”, eu não gosto de acrescentar este estilo de música popular no quesito de gosto, pois acredito que a sua criação seja apenas para produzir “musicalmente” o machismo enraizado nos lugares menos culturais.


Há pouco tempo ouvi comentários de pessoas ao meu redor, reproduzindo frases de músicas, e pude perceber o quão deformado está o caráter desse ser devido a longa convivência com esse som. A opinião que ess@s pessoas têm sobre si própri@s e até sobre as mulheres do seu convívio, são puro fruto do machismo mais sujo e explícito! Pois o único estímulo que encontram para se desenvolverem é a desmoralização das, ditas cujas, ‘novinhas’ e não percebem que há a ideia implícita nessa concepção de pedofilia, por acreditar (e aceitar) que meninas que são fisicamente desenvolvidas, são aptas e preparadas para os atos sexuais.


Quando digo que desgosto do funk, refiro-me a falta de pudor quanto às letras das músicas e pela depravação e submissão das mulheres! Não deveria ser aceitável em um país um estilo de música que menospreze mulheres como ser humano, mas o Brasil ainda está enraizado com o machismo e o patriarcado e até que seja ensinado e criminalizado que ambos são conceitos retrógrados, não haverá a evolução social!


Bee