Desejo Proibido é um filme que foi lançado em 2000.
Com a temática GLS, mostra três épocas diferentes de mulheres lésbicas que passam por algum conflito. Década de 60, 70 e nos anos 2000.
É um filme interessante e que choca um pouco com as suas histórias, pelo menos, foi o que aconteceu comigo.
Depois desse filme, passei a imaginar como deveria ser difícil você ser gay nos anos 60, sem poder falar pra ninguém, ninguém que você ama uma mulher. Hoje ainda é difícil, mas a 50 anos atras...
Eu poderia dizer o seguinte: Por que as pessoas ainda misturam religião com a sexualidade?
Só que, ao ler essa reportagem, não vejo isso como uma "mistura" e sim uma "loucura" e falta de entendimento sobre a sociedade. Como pode, uma pessoa que foi homossexual por 19 anos e usuária de drogas por 11, dar uma entrevista, ou melhor, postar em um blog, fazer um vídeo com o depoimento e dizer que foi ao inferno diversas vezes e lá tem um vale para os homossexuais?
Fico sem entender por que ainda é um "crime" ser gay, ser ateu, ser transsexual, ser diferente do que a sociedade diz que vive?
Por que as pessoas não podem ser autênticas e viver da forma que acha melhor, que se sente bem?
Mais uma vez, para mim, isso não é uma crença, isso é loucura, fanatismo e até mesmo, alguma vontade guardada de fazer aquilo que ela prega ser errado. Isso se ela ainda não se droga escondida, afinal, alguém que vai tantas vezes para o inferno e céu, tem que tomar alguma coisa e das boas.
Caso interessar, o vídeo onde ela fala sobre as idas ao inferno e o céu.
Nesse domingo
(03/02) no programa “De frente com Gabi” ela entrevistou o polêmico pastor
Silas Malafaia, acredito que muitos que não viram a entrevista no horário, não
perderam tempo assisti-lo no Youtube.
Acredito que não posso deixar passar despercebida a minha opinião sobre o dito
cujo, líder espiritual.
Durante o
assunto sobre a opinião dele e “missão” na luta contra os direitos LGBT,
Malafaia foi capaz de trabalhar muito bem a sua falácia – como se percebe nos
vídeos dele ‘pastorando’ – para expressar que a bíblia condena os homossexuais,
porém ele entrou na genética para conseguir argumentar as suas ideias. Digo que
ele tem uma ótima capacidade em ser um bom manipulador, mas a fundamentação do
que ele fala é muito duvidosa, pois a sua convicção de que a ciência não foi
capaz de identificar alguma base homossexual foi completamente desmentida pelo
Doutorando em genética molecular na Universidade de Cambridge, Eli Vieira.
No vídeo o
geneticista afirma que há várias pesquisas comprovando que no genoma humano,
que há mais de 20.000 genes para serem descobertos e identificados, contém
informações afirmando que um LGBT nasce LGBT e não opta por esse caminho (Já
desmentido e confirmado que é uma orientação e não opção). Ele informa que a
base homossexual está como gene de comportamento, que é desenvolvido no ser
humano de acordo com que ele amadurece, fisiologicamente falando.
Voltando ao
Malafaia, após as suas afirmações sobre a ciência eu entro na discussão do que
é ser um líder espiritual. Posso não ser a pessoa mais indicada para conselhos
espirituais, porém na minha concepção uma pessoa que escolhe tal vocação, deve
em primeiro lugar INTERPRETAR o que está escrito no livro sagrado e não achar
que pode simplesmente pegar um livro e pregar o que bem entende, pois pregando
o que está escrito, acaba sendo misturado com a opinião própria do dito líder. Com
isso o que deveria ser um guiador para um caminho melhor onde os bons costumes,
a própria moral e a espiritualidade andem juntos, é um pregador que ensina aos
fiéis que as diferenças sexuais são pecados da carne e que devem ser
combatidas! Privando assim que as vítimas do preconceito moral e religioso
consigam direitos que os equiparam aos demais.
Então apenas
espero que a moral social seja capaz de entender que costumes genéticos devem
ser tratados como normalidade do ser humano, e não um pecado religioso! Bee
Uma dose de simpatia é escrito por Bee e Flor. A formação desse blog nasceu para que possamos mostrar as nossas opiniões dentro de diversos assuntos, como: homofobia, feminismo, machismo, sexismo. E também, música, cinema, teatro entre outros. sem nos prender somente em um foco ou apenas um assunto. Todos com um ponto de verdade e uma dose de simpatia.